quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O Mochileiro

Os mochileiros possuem um perfil muito interessante de determinação e coragem para chegar
aos destinos que se propõem conhecer. São destemidos, sabem o que querem, saem de
suas situações de conforto, sem saber o que encontrarão pela frente, mas não abrem mão de
chegar ao final da jornada. Sua mochila é preparada com todo cuidado, e levam apenas o
essencial. Pois uma coisa é certa: nada pode atrapalhar o seu caminho.
Em nosso mundo, muitos são os jovens e adolescentes necessitados de conhecer algo que
dê sentido à vida, que os faça entender as respostas para os seus questionamentos, que o
molde pelo coração ao ponto de transformar seu caráter. Até mesmo em meio à juventude
evangélica encontramos os mesmos questionamentos, as mesmas “crises existenciais”, os
mesmos sofrimentos, sensações muito parecidas às de um jovem do mundo.
Um dos principais motivos para essa vulnerabilidade são as pedras que encontram em seus
caminhos, pedras essas, que eles não conseguem enxergar o quanto pesam em suas
jornadas, e o quanto os fazem estagnar no caminho. Essas pedras podem significar um
trauma da infância, um medo que nunca foi superado, uma marca que nunca foi esquecida,
um problema que nunca foi resolvido, o perdão não liberado, a sexualidade corrompida, ou
muitas outras fontes. O fato é que essas pedras pesam, atrapalham, cansam, dificulta
jornada.
Jesus Cristo disse: “Eu Sou o caminho a verdade e a vida” (Jo 14:1), nos direcionando que
teríamos um caminho a seguir; “Estreito é o caminho que leva à vida. Poucos são os que a
encontram. (Mt 7:14b), deixou claro que não seria nada fácil seguir esse caminho. Entretanto,
como seguir adiante sem tropeçar, sem cair, se existem tantas pedras? “Este é o caminho,
andai nele, sem vos desviardes nem para direita, nem para esquerda.” (Isaías 30:21b),
mesmo sabendo que temos que seguir em retidão esse caminho, como deixar as pedras para
trás, e nos direcionar ao destino, sem que nada nos atrapalhe?

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